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Ontem pela manhã fui campear um livro na minha estante para ler e passar um pouco do tempo. Um me chamou a atenção pela beleza chamativa da sua capa. Era um livro de poemas de um poeta paranaense que eu, particularmente, gosto muito. Estou falando de Paulo Leminski. Na página aberta ao acaso estava escrito: “Nada se leva. A não ser a vida levada que a gente leva.”.
Pois bem, quanta sabedoria disse o poeta em poucas palavras. Lembrei-me de Carlos de Bianor, poeta piritibano, que recentemente teve a sua biografia publicada no Blog Chapada Urgente, graças ao nosso também poeta Professor Edenilson.
Vou contar uma prosa onde Carlos foi protagonista. Tudo começa quando Gilson, neto de Bilu, comprou a “Cuia”, um pequeno sítio próximo a Piritiba. Como tudo que é novidade, “Vermeinho” (Gilson) morria de amores por aquele pedaço de terra estorricada pelo sol clemente. É certo também que lá havia uma pequena mina d’água, que produzia água em quantidade quase insuficiente para que o galo, as duas galinhas poedeiras e uma saqué saciassem a sede.
Um ano que choveu um pouco, Gilson plantou meia dúzia de pés de milho, que cresceram lindos e formosos. Antes da colheita, o bode do vizinho furou a cerca e comeu todas as espigas e também as folhas do milharal.
Muito chateado, o nosso amigo resolveu vender a “Cuia”. Pediu para o nosso poeta Carlos Barreto fazer um anúncio da venda da propriedade que só estava lhe dando muitas despesas e dores de cabeça.
Carlos Barreto, o nosso poetinha piritibano, que conhecia muito bem a propriedade do amigo, redigiu o texto que reproduzo: “Vende-se encantadora propriedade onde cantam os pássaros ao amanhecer, no extenso arvoredo. É cortada por cristalinas e refrescantes águas de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes na varanda”.
Semanas depois, o poeta encontrou o seu amigo e perguntou-lhe se tinha vendido a propriedade. -"Nem pensei mais nisso", respondeu ele. "Quando li o anúncio que você escreveu, percebi a maravilha que eu possuía.” Algumas vezes, só conseguimos enxergar o que possuímos quando pegamos emprestados os olhos alheios.
Quero encerrar a minha prosa de hoje dizendo que eu não tenho tanta certeza se o autor do anúncio foi o poeta piritibano ou foi o Olavo Bilac. Só tenho certeza que a “Cuia” de fato existiu. Aproveito para afirmar que, segundo Nelson Martins, o pai, a Cuia foi uma das poucas coisas que Deus não criou.
Um dia eu lhe perguntei como ele tinha essa certeza. Ele responde de bate pronto: Deus criou a cabaça e o homem a dividiu ao meio, criando assim a Cuia.
Boa semana para todos.
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Por: Adaelson Alves Silva
Observação: O colunista Adaelson Alves Silva é piritibano e atualmente ele reside no Estado do Paraná, onde é médico nefrologista. Ele está produzindo uma série de crônicas para o Blog do Adenilton Pereira que serão publicadas sempre às terças-feiras. A colona produzida por Dr. Adaelson tem o nome de “Um Dedo de Prosa”.
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